Home office: vantagens e desvantagens do trabalho remoto

O sistema de Home Office ou teletrabalho, como também é conhecido, significa, literalmente, trabalhar à distância. Na grande maioria dos casos, em casa. O conceito começou a ser pensado nos anos 70, mas foi só a partir da década de 80 que empresas de diversos portes implantaram efetivamente este tipo de funcionários nos seus quadros. Para isso, foram criadas e desenvolvidas tecnologias específicas, impulsionando o Home Office ao redor do mundo e abrindo as portas para um novo modelo na relação empregado/empregador.

A tecnologia é a principal responsável pelo sucesso do sistema de trabalho remoto. Com softwares especialmente desenvolvidos para este fim, é ela que possibilita o acesso às ferramentas de trabalho e determinam a agilidade dos processos. Apesar de cara para ser implementada, a tecnologia empregada no Home Office tem apresentado uma significativa baixa no custo de manutenção. Com isso, vai se tornando cada vez mais rentável do ponto de vista do empregador, além de evitar os gastos normais que os deslocamentos acarretam.

Do ponto de vista do empregado, as vantagens de se trabalhar em casa são muito claras: mais autonomia, flexibilidade de horários, redução do stress e de despesas como transporte, alimentação, etc. Muitas empresas já perceberam isso: para atrair os melhores profissionais, começam a oferecer a possibilidade do candidato optar pelo trabalho à distância.

No entanto, para que funcione bem, existem algumas regras básicas: o funcionário tem que ser disciplinado, manter o foco no horário de trabalho e, sobretudo, saber dissociar a vida familiar da profissional. O que não é fácil, visto que o espaço físico é o mesmo. Porém, o sistema de Home Office também apresenta desvantagens. Não estar constantemente "dando as caras" no escritório pode acarretar numa desaceleração na ascensão profissional. Apesar da grande maioria das empresas se basear em resultados, network ainda é fundamental no mundo corporativo. Um estudo recente publicado pela Network World* revela que as melhores vagas ainda são preenchidas por profissionais que atuam no escritório e estão em contato constante com colegas e clientes.

Os números são animadores. Nos EUA, 25% da população economicamente ativa utiliza o Home Office como forma exclusiva de ocupação. Na Europa, este sistema também é muito bem aceito. Para se ter uma idéia, a Itália, país com menor contingente de trabalhadores remotos da região, já conta com 19 milhões de profissionais. Com 10 milhões, o Brasil começa a entrar no mapa do teletrabalho. O que seria perfeito para um país que abriga uma megalópole como São Paulo. Só a economia em transporte - tanto de dinheiro, quanto de tempo - e a redução de emissão de CO2 já seriam o suficientes para que este novo conceito fosse um sucesso.

*Fonte: www.networkworld.com

Marketing de Guerrilha: o poder do "boca a boca"

O Marketing de Guerrilha surgiu da necessidade de pequenas empresas comunicarem seus produtos e serviços com um formato adequado a sua realidade financeira. Pode ser chamada assim qualquer ação promovida por uma marca fora dos instrumentos tradicionais de mídia com o objetivo de promovê-la, seja de maneira explícita ou não. Normalmente são feitas em locais públicos, onde um grande número de pessoas possa ver. Ou melhor, participar. Porque o Marketing de Guerrilha tem no seu DNA a nova necessidade das marcas de interagir com o consumidor e não de simplesmente discursar para ele. Hoje, grandes marcas também recorrem a esse formato, acreditando num maior poder de impacto e otimização da verba.

Diariamente, somos expostos a milhares de anúncios, comerciais de rádio e televisão. Com esse “bombardeio” de informações, é natural que cada vez menos sejamos surpreendidos pelas formas tradicionais de comunicação. Elas simplesmente já não causam o mesmo impacto que causavam antes. Surge então a necessidade de pensar "fora da caixa". E foi a partir daí que ações de guerrilha começaram a aparecer também nos departamentos de marketing de grandes empresas, onde o maior problema não é a verba, mas sim o impacto.

O termo Marketing de Guerrilha é muito abrangente, aplicado a vários tipos de ações. Pode ir desde um adesivo em algum local inusitado até uma ação que envolve logística complicada e milhares de pessoas. O importante é gerar o famoso "boca a boca". Um excelente exemplo de guerrilha foi a torcida organizada por uma empresa do ramo cervejeiro na Copa do Mundo de 1994. Para driblar sua concorrente - que já tinha comprado boa parte da cota de patrocínio do evento - ela organizou uma enorme torcida uniformizada que tomaria conta de uma significativa parte das arquibancadas. Uniformes, bandeiras e afins foram distribuídos fora dos estádios. Até ingressos foram disponibilizados com o intuito de agrupar os integrantes. Assim, toda vez que as câmeras de televisão filmassem as arquibancadas, aquela massa uniformizada aparecia. Até alguns jogadores adotaram o gesto característico da torcida organizada para comemorar seus gols. Na época não havia nada que a concorrência pudesse fazer para contornar a situação. Mas a ação, de tão poderosa, gerou uma necessidade de reformulação nas regras de transmissão e venda de ingressos dos próximos grandes eventos esportivos.

Assim como todas as formas de mídia, o Marketing de Guerrilha também tem a necessidade de medir os resultados e o alcance das ações e, para isso, dispõe de ferramentas relativamente simples. Quantas pessoas foram diretamente impactadas pela ação? A ação gerou mídia em jornais, telejornais, etc.? Quantos vídeos e fotos foram parar nas mídias sociais - essas, aliás, importantíssimas para a distribuição deste tipo de material - e quantas pessoas acessaram as páginas? Com as respostas na mão fica fácil medir o alcance de determinada ação. Em alguns casos, os números podem não ser tão expressivos como os das mídias tradicionais, mas vale lembrar que o valor investido é muito menor e mais focado no público-alvo da ação.

De qualquer forma, todas as frentes são interessantes e importantes para a construção vencedora de uma marca. É claro que tudo vai depender do poder de investimento, mas especialistas recomendam uma nova distribuição na hora de montar o plano de marketing. Alocar a verba de maneira abrangente, de acordo com as necessidades da marca, ainda é a fórmula campeã na hora de falar - ou como as novas mídias sugerem, interagir e envolver - o consumidor.

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